Conto de fadas clássicos
Contos de fadas
Eles costumam ser enormes, esverdeados, com dentes pontiagudos e asas. E, claro, soltam fogo pela boca quando querem amedrontar seus inimigos. Na maioria das culturas, em especial no Ocidente, são associados à destruição; às vezes, considerados a própria encarnação do mal. Mas no Oriente a história é outra. Lá, são festejados, protegem o poder do imperador e têm ligação com a irrigação e a fertilidade.
Na China, por exemplo, o surgimento dos dragões é antiquíssimo, anterior à escrita, conta a especialista em contos de fadas Katia Canton, professora da Universidade de São Paulo (USP) e curadora do Museu de Arte Contemporânea (MAC). "O dragão aparece em várias culturas de diferentes maneiras e como personagem de conto de fadas. Há registros de seres mágicos até na pré-história, quando o desenho e a escrita eram uma coisa só."
Relata-se que em cada cultura o dragão assume uma função particular, mas hoje, no mundo globalizado, é comum vermos uma mistura de características. "Por aqui, sempre tínhamos um ser agressivo, mas a tendência é mostrar o outro lado do que seria um clichê. Isso não é nem ruim nem bom; é apenas uma forma de lidar com o tema. Eu prefiro reforçar a tradição que está por trás dos símbolos, recontar as histórias com a força que elas carregam. Mas há bons autores que fazem o oposto", diz a escritora, autora de cerca de 50 livros.
Nos contos de fadas clássicos, os dragões protegem as princesas que são mantidas em torres gigantescas, lutam contra príncipes vindos de lugares longínquos. Defendem as donzelas e aproveitam o seu poder intimidador para testar os pretendentes.


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